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Felipe Perazza, também conhecido como Andarilho, é profissional de marketing, designer e artista. Atua no mercado de comunicação e marketing há mais de 15 anos e como ilustrador independente. É também autor de 3 livros. O último deles, A Música dos Deuses, foi lançado em 2025 e conta uma história de fantasia com ilustrações próprias. É também o apresentador do Canal Felipe Andarilho - Arte e Design no Youtube que já conta com mais de 30 mil inscritos.

Entrevista com Gerson Conrad (ex-Secos e Molhados)

Foto do escritor: Andarilho Design
Andarilho Design
há 7 minutos
2 min de leitura

Tive a honra de conseguir bater um papo com uma figura lendária da música brasileira: Gerson Conrad. Confira a conversa em vídeo e um resumo abaixo.



Gerson Conrad tinha 18 anos quando decidiu montar uma banda com o amigo e vizinho João Ricardo. Muito inspirado por Beatles, a ideia inicial era criar "músicas universais" que agradassem os mais variados perfis de público.


Para isso, a dupla passou a musicar poemas (como em Rosa de Hiroshima, que tem letra de Vinícius de Morais) e criar composições lúdicas, reflexivas e críticas, lembrando que, na virada de 60 para 70, o país vivia sob forte ditadura militar.


Alguns anos depois, Ney Matrogrosso entrou na banda, fechando o que viria a ser conhecido como a formação clássica dos Secos e Molhados.


Seja pela voz absurda de Ney, pela peformance artística do trio que envolvia maquiagens e figurinos extravagantes ou pela pegada Hippie, a ideia de música universal pegou e os Secos foram um fenômeno absoluto em 1973 quando saiu o primeiro disco. É dele a já citada Rosa de Hiroshima, a belíssima Sangue Latino e a divertida O Vira.


Como costuma acontecer com certa frequência no mundo da música, o sucesso estrondoso bagunçou o grupo, que durou apenas um ano após o lançamento do disco de estreia, mas rendeu ainda um segundo álbum. Como Gerson lembra na conversa, fizeram mais de 1 show por dia naquele 1973-1974. A sensação era de ser "dono do mundo" com apenas 21 anos.


Após o fim da banda nessa formação (João Ricardo seguiu produzindo com o nome Secos e Molhados), Ney e Gerson seguiram carreira solo. Gerson conta ainda que passou um período da vida mais focado na sua formação técnica: a arquitetura.


Cartaz do Filme Homem com H que conta a história de Ney Matogrosso e eu começo nos Secos e Molhados
Cartaz do Filme Homem com H que conta a história de Ney Matogrosso e eu começo nos Secos e Molhados

Sob o lançamento do recente Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso (Netflix) e que relata brevemente o período dos Secos, Gerson foi assertivo: dormiu na sala de cinema. "Não gostei daquele excesso sexual que o filme entra na metade pro final". Segundo ele, daria para explorar mais detalhes dos Secos também. Nisso, concordamos. O filme não deixa claro o fenômeno que explodiu no Brasil naquele começo dos anos 70. As cenas com Gerson e João Ricardo são emocionantes, em especial quando conhecem Ney no Rio de Janeiro, mas faltou multidão ensandecida gritando pela banda, como mostram fotos e registros da época.


Conrad ainda revelou que tem um disco novo na área: Eterno Aprendiz, que acaba de sair nas plataformas digitais e segue uma linha evolutiva do que seria o trabalho dos Secos e Molhados, caso o grupo estivesse na ativa.

Felipe Andarilho

Arte, Design, Comunicação e Marketing

11 97138-7665

f.andarilho@gmail.com

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