Visita ao Colégio OEMAR apresentando meus livros ilustrados
- Andarilho Design

- há 5 horas
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"Quem aqui gosta de desenhar?"
Fiz essa pergunta nas 4 apresentações com turmas dos primeiros anos no Colégio OEMAR junto com minha colega e escritora Vanessa Carrera, para falar dos livros ilustrados que fizemos.

Na plateia, com pequenos de 3 a 6 anos, e nas 4 ocasiões, raras foram as mãozinhas que não levantaram empolgadas.
Desenhar é, sem dúvida, um ato natural, inerente ao ser humano.
Rabiscar nas folhas em branco, pintar com os lápis de cor que saem impunemente para fora do desenho, cortar e colar objetos aleatórios fazem parte de uma infância saudável e são formas fundamentais de expressão dos nossos sentimentos.
Mas chega uma hora que isso muda. E paramos de desenhar.
Por algum motivo biológico, conforme crescemos, os julgamentos externos e a cobrança interna passam a ter mais importância do que nosso simples prazer de colocar ideias e sensações para fora.
Pode ser que esse velho prazer nunca mais retorne. Pode ser que volte depois de, sei la, uns 15 anos? Esse foi o meu caso. E só tenho a agradecer aos deuses por isso.
Desenhar me serve como um reset mental e uma meditação altamente focada. A cabeça esquece das culpas mal resolvidas, dos boletos intermináveis e do vício em dopamina. Naquelas horas desenhando, só existem as cores e os traços. Nada mais importa.
E considerando o benefício que isso me traz, espero de coração que muitas daquelas mãozinhas continuem para cima numa eventual pergunta como essa daqui a alguns anos. Seria ótimo para eles.


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