Pós Estilo Podcast: Minha experiência com um MBA Gravado
- Andarilho Design

- há 14 horas
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Concluí recentemente meu segundo MBA da carreira.
O primeiro, em Marketing, foi em 2012 em formato tradicional: um ano de duração, duas vezes na semana, umas 3 horas de aula por dia, trabalhos em grupo até dizer chega e apresentações para a sala toda ao longo do curso.

Esse segundo, em Branding, foi totalmente diferente: formato gravado, sem trabalhos, com provas ao fim de cada módulo e, como costuma acontecer em cursos online, interação com professores e colegas quase nula. Concluí em uns 9 meses.
O fato das aulas serem gravadas lembrou bastante os podcasts que acompanhamos ao longo do dia e a tentação de fazer outra coisa enquanto ouvia as aulas foi muito maior do que imaginei.
Não pude deixar de comparar as duas especializações e deixo abaixo alguns aspectos que me parecem importantes ao considerar cada uma das modalidades. Vale lembrar que comparo os modelos ao vivo (seja presencial ou online) e gravado.
Conteúdo
Nesse quesito não tenho do que reclamar. Fui afortunado em ambas as pós-graduações. Muito do que sei de Marketing, conheci naquela especialização de 2012.
E eu achava que sabia um pouco de Branding, mas o conteúdo que obtive no novo MBA foi tão intenso que agora sim posso dizer que entendo do assunto. Me parece que uma boa escola sempre terá uma curadoria relevante de conteúdo, não importando o formato.
Interação e Networking
Esse é o principal ponto negativo de um curso online, tanto gravado, quanto ao vivo. Enquanto na pós-graduação presencial conheci e fortaleci conexões que tenho até hoje, no modelo gravado, praticamente não conheci nenhum colega. Digo praticamente, porque formamos um grupo no WhatsApp onde até há alguma troca de experiências, mas é incomparável com a constância de um encontro semanal que pode gerar amizades, negócios e oportunidades de emprego futuras.
Custo-Benefício
Por outro lado, esse é o principal benefício de um curso gravado. O valor que paguei por esse novo MBA foi muito menor do que eu havia investido na pós presencial. Cursos gravados têm essa característica: o preço acaba sendo menor para compensar todo o valor agregado que existe num curso presencial. Para contrabalancear, as escolas conseguem ganhar em escala, sem a limitação física do aluno. Para mim, foi ótimo. Um valor aceitável que, parcelado, não pesou tanto no bolso.
Atenção Concentrada
Esse foi o maior desafio nessa nova experiência online. Desde meus 20 anos, quando aprendi a gostar de estudar, nunca tive problema em me concentrar nas aulas. A pós de 2012, "comi com farinha", como dizem. Sentava em primeiro, participava das aulas com afinco. O mesmo comportamento eu levei em todos cursos que fiz. Nesse modelo gravado, porém, confesso que foi bastante difícil manter o foco nas aulas. O celular e a "nova aba" eram tentações constantes e, às vezes, fortes demais. Era preciso um esforço enorme para manter a atenção, mas acredito que tenha conseguido na maior parte do tempo.
Dicas que dou para quem tem essa dificuldade é:
Anotar o que está aprendendo. Ajuda a manter o foco e fixar o que se aprende.
Deixar o celular em outro cômodo da casa.
Se a nova aba estiver atrapalhando, minha estratégia foi me sentar afastado do computador.
Pesquisar e consultar materiais de referência deixados pelos professores.
Bater um papo com IAs generativas sobre o conteúdo ou até mesmo pedir pra elas te testarem, criando quizzes ou perguntas e avaliarem depois.

Conclusão
Experiências totalmente diferentes e cada uma com seus desafios. O principal no gravado é o foco. No presencial são o deslocamento e o preço.
Sem dúvida, o MBA gravado reflete um período novo do mundo, estabelecido pós-pandemia, mas que se encaixou até que bem na minha realidade. Acho que ainda prefiro um modelo com mais participação ao vivo, mesmo que online. Fiz um curso de desenho nesse formato (online, porém ao vivo) e foi sensacional. Mas, ainda assim, considero válido o MBA estilo podcast, desde que você tenha bastante força de vontade e não se distraia tão facilmente.
E não vou negar, usei e abusei do formato podcast. Muitas aulas acompanhei enquanto lavava louças ou dirigia no trânsito parado, atividades que permitem focar bastante no áudio.
Se eu tiver que escolher um modelo para uma terceira pós-graduação, acredito que recorreria, sim, ao MBA gravado, principalmente pelo custo benefício e por saber, na prática, que consegui absorver o conteúdo (ou pelo menos boa parte dele).


