top of page
external-file_edited.jpg

Felipe Perazza, também conhecido como Andarilho, é profissional de marketing, designer e artista. Atua no mercado de comunicação e marketing há mais de 15 anos e como ilustrador independente. É também autor de 3 livros. O último deles, A Música dos Deuses, foi lançado em 2025 e conta uma história de fantasia com ilustrações próprias. É também o apresentador do Canal Felipe Andarilho - Arte e Design no Youtube que já conta com 26 mil inscritos.

A ascensão de queda do Live, umas das maiores bandas dos anos 90

  • Foto do escritor: Andarilho Design
    Andarilho Design
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

A era pré-internet foi terreno fértil para os amantes do Rock and Roll. O gênero que havia gerado centenas de bandas e canções inesquecíveis desde os anos 50, vivia uma ressaca do grunge e da morte de Kurt Cobain, em 1994 e abria espaço para as mais diversas sonoridades. Bandas do então chamado Pop Rock viviam seu auge. Era a época de Red Hot Chili Peppers, Oasis, Foo Fighters, Offspring, dentre tantas outras.


Numa cena mais alternativa, nomes como REM, Pixies e Smashing Pumpkins bombavam. Uma dessas bandas, oriunda da pequena cidade de York, na Pensilvânia, viria a experimentar como poucas a ascensão e a queda na década seguinte.


Banda Live: Ed Kowalkzyc (vocais), Patrick Dalheimer (baixo), Chad Taylor (guitarra) e Chad Gracey (bateria)

Live, grupo formado pelos amigos de escola Ed Kowalkzyc (vocais), Patrick Dalheimer (baixo), Chad Taylor (guitarra) e Chad Gracey (bateria), atingiu o status de fenômeno em 1995. A banda havia lançado seu segundo disco e aquele que viria a ser o mais icônico da discografia, o Throwing Copper no ano anterior. Em 95, o grupo gravaria o hoje saudoso show Acústico MTV com canções dos dois primeiros álbuns. O show com pouco mais de 40 minutos pode ser conferido nesse link. É espetacular. Os integrantes tinham em torno de 25 anos.


A virada de milênio, porém, traz grandes desafios ao Live. De um lado a escassez nas vendas de CDs, uma vez que a pirataria praticamente destruiria a indústria fonográfica. De outro, a chegada do New Metal tirou os holofotes das bandas alternativas para iluminar nomes como Linkin Park, Limp Bizkit, Korn e Papa Roach.


Egos aumentando e a grana diminuindo fizeram com que os conflitos internos pipocassem e a banda, mesmo com o lançamentos de discos excelentes como V (2001) e Birds of Pray (2003) resolveu terminar em 2009. Segundo reportagem da Rolling Stone, o término occoreu por e-mail, dado o ânimo geral do povo.



A década seguinte apenas aprofundou os problemas dos antigos amigos.


Ed Kowalkzyc resolveu investir em carreira solo, usando o nome "Live". Foi processado pelos demais. Estes, por outro lado, lançaram um disco com um outro vocalista, Chris Shin, o mediano "The Turn" (2012). Além disso, se meteram em várias furadas comerciais, influenciados por um empresário chamado Bill Haynes. De prédios comerciais à empresas de fibra ótica, tudo deu errado e fez o trio de músicos praticamente quebrar.


O quarteto ainda tentou se reunir em 2017 para uma turnê que prometia ser uma volta por cima, mas os conflitos internos eram tantos que o projeto terminou com apenas alguns shows. Kowalkzyc acabou conseguindo comprar a maior parte dos direitos da banda e demitiu os ex-colegas, seguindo com uma nova formação que mantém até hoje.


O fim do Live foi melancólico e não deixa de fazer refletir que, mesmo bandas com obras incríveis e uma discografia impecável, também estão sujeitas a intempéries do mercado. Maturidade para lidar com o sucesso excessivo ou quando ele não vem, mesmo merecidamente, também são o ponto fraco de muitos artistas e bandas.

Comentários


Felipe Andarilho

Arte, Design, Comunicação e Marketing

11 97138-7665

f.andarilho@gmail.com

  • icone youtube branco
  • icone linkedin branco

Assine minha lista e

receba conteúdos exclusivos

Obrigado por se inscrever!

© 2025 Andarilho Design

bottom of page